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Il ritorno alle origini di Lula, il presidente operaio

In Da altri media, Internazionale, politica on 29/06/2013 at 05:00

di Simone Rossi

Alla vigilia della terza settimana di proteste in Brasile, la presidentessa federale Dilma Rousseff ha annunciato di voler avviare un processo di riforme che accolgano le richieste dei manifestanti indicendo un plebiscito per una fase costituente. Nel frattempo l’Esecutivo di cui è a capo ha promesso di investire cinquanta miliardi di real, pari a diciassette miliardi e mezzo di euro al cambio odierno, nel settore dei trasporti, che rappresenta uno dei fattori di malcontento tra la popolazione. Inoltre la presidentessa ha incontrato le sei confederazioni sindacali del paesi per confrontarsi sui temi quali il miglioramento dei servizi pubblici, sanità ed istruzione in testa, la lungo attesa riforma agraria, la riforma previdenziale e la riduzione della settimana lavorativa a 40 ore. L’atteggiamento aperto al dialogo tenuto dalla presidentessa sinora, tuttavia, non ha posto fine alle mobilitazioni il cui scopo è spingere il governo ad attuare riforme profonde ed a combattere la corruzione, mentre ha irritato l’opposizione di Destra, che dopo aver stigmatizzato i manifestanti ha cercato di strumentalizzarli in funzione anti-governativa, con il tentativo di forzare una svolta in senso autoritario.
In questo contesto di fermento politico è riemersa la figura carismatica di Luis Inácio da Silva, detto Lula, presidente del Brasile dal 2003 al 2010 ed esponente del Partito dei Lavoratori (PT) a cui appartiene anche Dilma Rousseff. Questo giovedì ha incontrato nella sede della sua fondazione, a San Paolo, alcuni rappresentanti del Movimento dei Lavoratori Rurali Senza Terra, i famosi Sem Terra, e di alcune organizzazioni giovanili per discutere della situazione. Contrariamente a quanto molti si sarebbero attesi Lula, che da presidente aveva abbandonato alcune posizioni marcatamente di sinistra per adottare politiche di stampo socialdemocratico e concilianti con il Capitale brasiliano, ha invitato i giovani a proseguire la lotta in strada per ottenere dal governo federale le riforme sociali necessarie al progresso di più ampie fasce popolari e per affrontare quelle forze di centrodestra che si sono sempre opposte al cambiamento ed ancora oggi bloccano il processo riformatore in senso progressista.
Si tratta di un apparente ritorno alle origini per Lula, operaio metalmeccanico e sindacalista durante gli anni della dittatura militare (1964/85), quando fu tra i fondatori del Partito dei Lavoratori, sintesi delle esperienze del sindacalismo delle aree industriali del Sud-Est e delle comunità cristiane di base ispirate alla Teologia della Liberazione. Personaggio politico molto popolare e stimato a livello internazionale, Presidente per due mandati in cui il Brasile ha avuto una consistente crescita economica ed è assurto a potenza economica di rango mondiale, Lula si trova nella posizione di poter esercitare la propria influenza nel dibattito pubblico senza scendere a quei compromessi cui cedette durante la propria permanenza a capo del governo, che si sosteneva su una maggioranza parlamentare eterogenea comprendente i moderati del PMDB, uno dei tre principali partiti insieme al PT ed al conservatore PSDB. Dopo aver posto le basi per il cambiamento sociale nel Paese, sottraendo alla miseria ed alla povertà milioni di persone attraverso programmi di assistenza, ed aver accelerato il processo di integrazione economica e politica con i Paesi confinanti, liberando la regione del Cono Sud dalla bicentenaria ingerenza statunitense, Lula può ispirare e supportare il rinnovamento nel proprio paese in senso popolare e democratico, caldeggiando quelle riforme strutturali che proponeva da leader del PT e da candidato presidenziale (1989, 1994 e 1998) e che non ha portato a compimento una volta in carica.

Di seguito riporto un resoconto pubblicato sul sito Vermelho.org.br, portale di alcune associazioni di sinistra e del Partito Comunista del Brasile, PCdoB.

Lula convoca movimentos sociais para ir à ruas pelo Brasil

Ex-presidente e um dos principais atores políticos do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva assume o seu papel de liderança nos movimentos sociais que tomaram as ruas do país, em uma série de manifestações que chega à sua segunda semana. De sua base, na sede do Instituto Lula, o principal aliado da presidenta Dilma na elaboração de uma agenda política para a realização de um plebiscito, intensifica os encontros com os movimentos sociais.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta capital, os integrantes dos movimentos sociais.

No mais recente encontro, na véspera, com jovens de grupos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a União da Juventude Socialista (UJS), o Levante Popular da Juventude e o Conselho Nacional da Juventude (Conjuve), Lula ofereceu o diapasão para afinar o discurso dos movimentos sociais.

Em lugar da esperada mensagem de conciliação e o pedido de calma aos manifestantes, o momento é de “ir para a rua”, afirmou o ex-presidente. A reunião, no bairro do Ipiranga, em São Paulo não contou com a presença do Movimento Passe Livre (MPL), nem do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

“O (ex-)presidente queria entender essa onda de protestos e avaliou muito positivamente o que está acontecendo nas ruas”, disse a jornalistas André Toranski, presidente da UJS, que conta majoritariamente com militantes do PCdoB.

Outro participante do encontro, que preferiu o anonimato, afirma que Lula “colocou que é hora de trabalhador e juventude irem para a rua para aprofundar as mudanças. Enfrentar a direita e empurrar o governo para a esquerda. Ele agiu muito mais como um líder de massa do que como governo. Não usou essas palavras, mas disse algo com ‘se a direita quer luta de massas, vamos fazer lutas de massas”.

Em nota publicada em seu perfil na rede social Facebook, na última quinta-feira, Lula já se mostrava favorável às manifestações ocorridas desde o último dia 13 em várias cidades do Brasil: “Ninguém em sã consciência pode ser contra manifestações da sociedade civil, porque a democracia não é um pacto de silêncio, mas sim a sociedade em movimentação em busca de novas conquistas”, declarou.

Em São Paulo, Lula apoiou a negociação entre o governo e os manifestantes, que reclamavam do aumento no preço da passagem de ônibus. Na ocasião, o ex-presidente demonstrou confiança no trabalho do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ministro da Educação durante seu governo.

“Estou seguro, se bem conheço o prefeito Fernando Haddad, que ele é um homem de negociação. Tenho certeza que dentre os manifestantes, a maioria tem disposição de ajudar a construir uma solução para o transporte urbano”, afirmou. Apenas alguns dias depois, Haddad revogou o aumento de R$ 0,20 no preço da passagem.

Plebiscito

De sua parte, a presidenta Dilma também seguiu os conselhos do amigo e antecessor no cargo e vem promovendo, desde o início desta semana, uma série de encontros com os movimentos sociais. Na véspera, Dilma recebeu os representantes de oito centrais sindicais e dedicou 40 minutos da reunião para explicar aos dirigentes como serão norteadas as ações para os cinco pactos anunciados pelo governo – com vistas à melhoria dos serviços públicos – e destacou a importância de ser convocado um plebiscito no país para discussão da reforma política. Embora a presidenta não tenha sido explícita no apelo às centrais, a sua fala na abertura do encontro foi vista pela maior parte dos presentes como uma forma de pedir o apoio das entidades para as medidas divulgadas nos últimos dias.

A presidenta admitiu que é preciso aprimorar a interlocução com as centrais e disse concordar com as críticas das ruas sobre a qualidade dos serviços públicos. Afirmou, ainda, que a pressão das mobilizações está correta e ajuda na transformação do país. Participaram do encontro representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e Força Sindical, bem como Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), CSP-Conlutas e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), além de técnicos do Dieese.

Os sindicalistas apresentaram os principais itens definidos na pauta traçada nos últimos dias com solicitações ao governo, tais como melhorias na qualidade do transporte público e redução das tarifas, mais investimentos na educação e na saúde, retirada de tramitação, no Congresso, do Projeto de Lei 4.330 – referente à regulamentação das atividades de terceirização, fim do fator previdenciário e aumento dos valores das aposentadorias, reforma agrária e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Dilma deixou claro que essa pauta será negociada como um todo e que o governo apresentará uma resposta até agosto.

Das ruas às urnas

Para Luiz Carlos Antero, jornalista e escritor, colunista e membro da Equipe de Pautas Especiais do sítio Vermelho.org, o plebiscito pela reforma política é uma das propostas que “podem surtir um maior impacto”. Em um debate mais amplo, segundo o analista, “pode contribuir para uma maior participação popular e para aprofundar a democracia no Brasil, destacando-se em especial aspectos como o do financiamento público de campanhas”.

“Entretanto, ainda mais que compreender o que se passa no Brasil no atual momento, é indispensável e urgente o esforço da apresentação de um afirmativo e unitário programa popular e democrático enquanto fio condutor das lutas de rua — para as quais qualquer pauta institucional e toda pausa na movimentação terá um sentido provisório e cumulativo, distante do improvável êxito do pensamento ou desejo de uma nova acomodação”, afirma.

Fonte: Correio do Brasil

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