resistenzainternazionale

Il PT brasiliano come il PD italiano?

In Internazionale, politica on 25/06/2013 at 07:30

Da circa due settimane gli occhi del mondo sono puntati su quanto accade in Brasile, dove migliaia di persone scendono in piazza quotidianamente. Come rilevato da altri su questo blog, ci sono analogie tra gli avvenimenti brasiliani e le proteste che hanno scosso altre parti del pianeta nell’ultimo biennio, come la forte partecipazione giovanile e le richieste di una maggiore agibilità democratica. Tuttavia a differenza di Egitto, Grecia e Turchia, in Brasile i presidenti succedutisi nell’ultimo decennio, Luis Inacio “Lula” da Silva e Dilma Rousseff, sono espressione del Partito dei Lavoratori (PT l’acronimo in portoghese) che, poggiando alle Camere su una coalizione con i moderati del PMDB ed altre formazioni di centrosinistra, ha contribuito a far uscire milioni di famiglie dalla miseria. Non intaccando le strutture e le sovrastrutture che alimentano le disuguaglianze sociali del Paese e mantengono il potere nelle mani di una élite, i governi petisti hanno puntato sullo sfruttamento delle risorse naturali e sugli investimenti infrastrutturali ed hanno introdotto programmi sociali di assistenza e sussidi per consentire una parziale distribuzione della ricchezza così prodotta. Tuttavia, sempre più invischiata nel compromesso con i moderati ed i poteri forti nazionali per mantenersi al governo, la dirigenza del PT sembra aver perso via via il contatto con la propria base di riferimento, che ora scende chiedendo più investimenti in servizi pubblici e maggiore partecipazione democratica, rifiutando, come successo questa settimana a San Paolo, la presenza organizzata dei partiti di Sinistra, incluso il PT, alle manifestazioni.
Il carattere interclassista della protesta, la molteplicità delle rivendicazioni ed la mancanza di un’organizzazione strutturata lasciano aperti vari scenari, tra cui uno spostamento su posizioni conservatrici di una parte del movimento, come il per ora abortito tentativo di infiltrazione di alcune organizzazioni di estrema Destra farebbe temere.
Sulla perdita della spinta propulsiva del PT e sulle possibili prospettive del movimento di protesta brasiliano ha scritto pochi giorni fa Mino Carta, editorialista politico del settimanale brasiliano Carta Capital. Riportiamo il suo articolo.

O PT FICOU PARA TRAS
Fosse aquele anterior à eleição de Lula, hoje cavalgaria o agito popular
por Mino Carta — publicado 21/06/2013 10:27
O Brasil vive um momento de desencontros e esperanças, nem todas bem-postas. Primeiríssima entre estas a da mídia nativa, chega a sustentar que as atuais manifestações de rua se assemelham àquelas pelo impeachment de Fernando Collor. Má informação e delírio são alguns dos atributos do jornalismo pátrio. Quando a Globo mobilizou uma juventude carnavalizada para solicitar a condenação do presidente corrupto, o próprio já havia sido atingido fatalmente pelas provas das ligações entre o Planalto e a Casa da Dinda, levantadas pela IstoÉ. Seu destino estava selado com ou sem passeatas. No mais, é do conhecimento até do mundo mineral que imaginar a derrubada de Dilma Rousseff naufraga no ridículo.

Impávida, a mídia nativa, depois de recomendar repressão enérgica contra os baderneiros, percebeu a possibilidade de enganar os incautos ao sabor da sua vocação e tradição, e agora afirma com a devida veemência o caráter antigovernista das manifestações. Mira-se logo nas próximas eleições. Difícil mesmo, se não impossível por enquanto, distinguir o que move os manifestantes. Certa apenas a demanda da periferia no país da casa-grande e da senzala. Aludo à maioria dos brasileiros que usam ônibus e desconhecem um certo Estado do Bem-Estar Social, para sofrer as consequências de sistemas de saúde, educação, transporte coletivo de péssima qualidade. Sem contar o saneamento básico.

No mais, há espaço nas ruas para as motivações mais diversas, desde o prazer da festa até a expectativa de quem aspira a alguma mudança sem saber como se daria e com qual profundidade. Desde quem se aproveita da confusão para quebrar vidraças e invadir lojas até os netos e bisnetos dos burguesotes das marchas da família, com Deus e pela liberdade, que invocavam o golpe em 1964. Todos juntos, como torcidas uniformizadas, mas ao acaso, sem liderança. Abrem-se situações expostas a qualquer desfecho e mais uma certeza é a de que ninguém consegue controlar as ruas.

Entende-se. Igual ao abismo que separa ricos e pobres há outro entre a nação e as instituições ditas democráticas. Entre Legislativo, Judiciário e Executivo e esta massa empurrada em boa parte por intenções nebulosas. Avulta, no quadro, a ineficácia do Congresso, entregue aos interesses particulares de deputados e senadores, donde inabilitados a influenciar o destino do protesto popular e, cada qual, o comportamento dos seus eleitores.

Pergunto aos meus inquietos botões o que se daria hoje se o PT tivesse mantido as posições anteriores à eleição de Lula, quando no centro de sua doutrina instalava-se a negativa peremptória à modernização do atraso. Hoje vemos o PT presa dos compromissos da chamada governabilidade, disposto às piores concessões e irremediavelmente esquecido das consignas de outrora. O PT montou a ratoeira e ali colocou o queijo para atrair os ratos. Ao cabo, ele próprio gostou do queijo e caiu na armadilha. Não fosse isso, respondem soturnos os botões, neste instante cavalgaria o agito das ruas. Seria o partido que lidera antes mesmo de controlar.

O governo não discrepa do PT, a despeito dos índices elevados de aprovação, conquanto em leve diminuição e à espera das consequências das manifestações destes dias. Às vezes porta-se como se o complexo do vira-lata, ao qual Lula costuma aludir, tomasse conta das suas ações, inclusive no confronto com a mídia que o ataca e denigre, e também com uma base pretensamente aliada, predadora voraz. Faltam ao lado da presidenta tanto uma figura capaz de operar politicamente, como se diz, quanto parceiros mais competentes e menos comprometidos em alguns ministérios. Sem esquecer que os problemas do País não se resolvem a partir de uma lógica meramente tecnocrática.

Seria trágico, e não hesito ao recorrer ao adjetivo, desperdiçar 12 anos de governo petista, até hoje de efeitos em geral benéficos. Outra há de ser, porém, a postura nas circunstâncias. Quero dizer, mais afirmativa, mais desabrida, mais corajosa. E mais afinada com as promessas do passado. Ouço uma voz otimista: “Isso tudo terá o efeito de oxigenar a política brasileira”. Tal é mais uma esperança do momento. Bem-posta, creio eu, desde que não deságue em nova desilusão.

Annunci

Rispondi

Inserisci i tuoi dati qui sotto o clicca su un'icona per effettuare l'accesso:

Logo WordPress.com

Stai commentando usando il tuo account WordPress.com. Chiudi sessione / Modifica )

Foto Twitter

Stai commentando usando il tuo account Twitter. Chiudi sessione / Modifica )

Foto di Facebook

Stai commentando usando il tuo account Facebook. Chiudi sessione / Modifica )

Google+ photo

Stai commentando usando il tuo account Google+. Chiudi sessione / Modifica )

Connessione a %s...

%d blogger hanno fatto clic su Mi Piace per questo: